sexta-feira, 20 de julho de 2012

DIÁLOGO ENTRE UM PAI E DEUS



-Olá Deus, estou aqui hoje para agradecer pelos filhos que me deste.
-Olá meu filho. Por que você está me agradecendo? Seus filhos o abandonaram e agora você está sozinho.
-Sabe Deus, mesmo estando só agora, valeu muito a pena ter tido meus filhos, cuidado deles, dado sustento, estudo, presentes, todo o meu amor e  carinho.
-Não estou entendendo você, meu filho. Ainda outro dia, numa de suas orações, reclamava pelo abandono dos filhos e agora me agradece por tê-lo presenteado com eles?
-Verdade Deus, reclamei mesmo, aquele dia estava me sentindo solitário, mas já passou, sempre passa. Um dia eles aparecem e estarei esperando com um grande sorriso.
-Mas por que acha que valeu a pena tê-los tido? Na verdade, você só teve a atenção deles quando ainda eram crianças. Eles o adoravam, achavam você o homem mais formidável do mundo e tudo girava em torno de você. Era o herói deles, falavam com orgulho de você, das coisas que fazia com eles e para eles. Cada "dia dos pais" era mais empolgante que o outro, sempre tinham alguma surpresa que te emocionava, lembra?
-Ah, sim, me lembro muito bem. Eu acordava no domingo do "dia dos pais" rodeado por eles com seus presentes e sorrisos, pulavam na minha cama e pediam para que eu tentasse adivinhar cada presente. E o café na cama então, que maravilha!
-Pois é, e hoje é "dia dos pais" e você não recebeu nenhum telefonema, nenhum e-mail, nenhuma carta, nenhum cartão e nenhum presente e ainda assim me agradece. Por quê?
-Ora Deus, os filhos que me presenteaste nunca foram meus, não eram propriedade minha. Eu cuidei deles como um jardineiro cuida das flores de um jardim, não para ele, mas para que embelezem o mundo, tornem a vida das pessoas mais feliz e meus filhos fazem exatamente isso.
-Sim, eles não são propriedade sua mas deveriam embelezar e tornar também a sua vida mais feliz, não acha?
-Eles já fizeram isso Deus. E ainda fazem, mesmo à distância, sem terem contato comigo. Só por eu ter tido a oportunidade de tê-los comigo quando crianças já foi suficiente. E hoje quando fico sabendo de suas conquistas e vitórias me sinto feliz e quando sei que estão com problemas, fico triste também, mesmo sem eles saberem. 
-É, você entendeu muito bem o que é ser pai. Ser pai é amar os filhos incondicionalmente, sem esperar nada em troca. É dar a própria vida por eles sem se preocupar se são merecedores ou não. É estar sempre de braços abertos para recebê-los mesmo depois de um longo período de ausência. Esse, meu filho, é o amor que eu tenho por você e por toda a humanidade. Feliz "dia dos pais!"

sexta-feira, 15 de junho de 2012

CORAÇÃO CORINTHIANO




Feliz é aquele que tem um coração corinthiano e mais feliz é quem tem alguém com um coração corinthiano, porque o coração corinthiano é o coração mais apaixonado dentre todos os corações. E vai além da paixão. O corinthiano ama intensamente, e como é comum aos amantes, sofre, chora, ri, esbraveja, canta, pula, contagia.

O corinthiano ama mais a sua mulher, seja esposa ou namorada;
O corinthiano ama mais os seus filhos, sejam sanguíneos ou adotivos;
O corinthiano ama mais a sua família, seja rica ou pobre;
O corinthiano ama mais os seus amigos, sejam brancos, negros ou coloridos;
O corinthiano ama mais o seu trabalho, seja ele o patrão ou o empregado;
O corinthiano ama mais o seu cargo, seja ele o executivo ou o operário;
O corinthiano ama mais o seu país, seja na crise ou na bonança;
O corinthiano ama mais os seus ídolos, estejam eles vivos ou mortos, gordos ou magros;
O corinthiano ama mais o seu time, esteja ele na segunda ou na primeira divisão;
O corinthiano ama mais a sua vida, seja ela abastada ou humilde;

Porque o amor do corinthiano é capaz de transformar tudo.
Transforma uma derrota numa lição e faz do derrotado um vencedor;
Transforma um rebaixamento num aprendizado e faz do rebaixado um campeão;
Transforma o descrédito numa volta por cima e faz do desacreditado um líder;
Transforma a incredulidade em fé e faz do incrédulo um sonhador!

Por tudo isso eu me orgulho em dizer: “doutor, eu não me engano, meu coração é corinthiano!”

sexta-feira, 11 de maio de 2012

DIA DAS MÃES: EU ACREDITO EM ANJO


Quando era pequeno minha mãe me ensinou uma oração para pedir proteção ao meu Anjo da Guarda. Diz assim: “Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador, que a Ti me confiou a piedade Divina; sempre me reges, me guardes, me governes, me ilumines. Amém.”
Eu não entendia muito bem o significado dessas palavras, mas fazia a oração, porque se minha mãe ensinou devia ter seu valor. Eu fui crescendo e aos poucos deixando de fazer a oração. Com o passar dos anos acabei me esquecendo dela. A vida tomou seu rumo e os ventos me levaram de um lado para outro. Trabalho, estudo, namoro, casamento, mais trabalho, filhos. Passou tão depressa que nem percebi, quando dei por mim meus filhos já estavam grandes, meu casamento acabara-se, não estudava mais, já havia trocado de emprego algumas vezes. Então percebi uma coisa interessante. Refletindo sobre minha vida, em tudo o que passei, percebi que aquele anjo ao qual eu fazia as orações quando criança nunca havia me abandonado. Em todos os momentos, fossem eles felizes ou tristes, mesmo à distância ele estava ali, comemorando comigo ou chorando comigo também. Quando eu precisava, era à ele que eu recorria e sempre tive seu amparo. Suas asas, qual asas de uma ave a proteger seus filhotes no ninho, nunca deixaram de me proteger. 
A vida é uma sucessão de acontecimentos que juntos vão escrevendo a nossa história. Há acontecimentos que nos fazem acreditar que não suportaremos de tão profundo que nos tocam, mexem com nosso eu e nos fazem sentir como uma pequena embarcação em meio a uma tempestade em alto mar. Mas como sempre depois de uma tempestade vem a calmaria, na vida não é diferente. Isso aprendi com os anos. O que pude perceber sempre que estive em meio a tempestades é que alguém sempre estava lá pra me ajudar a sair, é o meu anjo da guarda. A oração não tenho feito mais há muito tempo, mas sei que ela ficou gravada em meu coração. O anjo não está presente comigo sempre em pessoa, mas mesmo à distância vela por mim. É esse anjo que tem me dado conforto, segurança e força para sempre continuar em frente em meio às adversidades. E é ele quem comemora comigo quando tenho minhas vitórias, que são muitas também. Eu não tenho correspondido como ele merece, não converso tanto quanto deveria ou gostaria, tenho ficado tão envolvido com meus compromissos que acabo por esquecê-lo, mas sei que ele jamais me esquece e que está sempre intercedendo por mim junto ao Senhor. Sei que é e sempre será meu zeloso guardador. Esse anjo é a minha mãe! 

Publicado em 27/12/2008 no site Recanto das Letras