segunda-feira, 24 de junho de 2013

COPA DO MUNDO DA FIFA 2014: FESTA PRA QUEM?


Um amigo decidiu fazer uma festa na minha casa. Isso mesmo, decidiu e apenas me comunicou. Eu até poderia ter dito não, mas como ele era meu amigo e me deu argumentos convincentes, concordei.
Primeiro ele me disse que a festa seria uma grande oportunidade para eu fazer bons contatos, já que ele traria convidados muito ilustres. Depois me falou que eu iria ganhar muito com a realização da festa e que depois que ela acabasse eu iria contar muitos benefícios que ela me traria, que a festa deixaria um legado. Sendo assim, não tinha porque dizer não.
Em seguida ele me informou que precisaria gastar um pouco para deixar minha casa mais apresentável para os convidados. Realmente minha casa estava precisando mesmo de uma boa reforma, mas eu não estava disposto a gastar com isso, tinha outras prioridades. Mas ele me convenceu a fazer uma pequena reforma e entreguei meu cartão de crédito à ele, já que o valor que me informou eu dispunha. 
Passados alguns dias começaram a chegar os materiais de construção e as pessoas que realizariam a obra. Era tanta gente que achei que a obra ficaria pronta no mesmo dia, porém ele me informou que a maioria eram pessoas técnicas que definiriam o que e como seriam feitas as coisas, mas que pedreiros mesmo eram apenas uns poucos. Eu nem vi o projeto e eles começaram a realizar as obras. 
Depois de alguns meses minha casa havia ganho um lindo jardim com belas flores exóticas, uma fonte luminosa e piscina com uma cascata. E trocaram a fachada por uma muito bela mesmo. Logo a fachada que nunca havia me incomodado. Na verdade eu precisava mesmo era arrumar o banheiro que sempre entupia e exalava mau cheiro por toda a casa, trocar os azulejos da cozinha que estavam muito feios e engordurados, o sofá da sala que estava rasgado, minha cama quebrada, arrumar o telhado que contava com muitas goteiras. Fizeram também uma garagem para vários carros sendo que eu nem carro tenho. Durante as obras vi várias pessoas vindo dar opiniões de como queriam as coisas e alguns se mostraram até insatisfeitos com o andamento das obras. Percebi que tinham sotaques estranhos. Um dia perguntei aos pedreiros quando iniciariam as obras no restante da casa e me disseram que aquilo era tudo o que tinham para fazer e que seu trabalho estava encerrado em minha casa. Nesse mesmo dia recebi a fatura do meu cartão de crédito e quase tive uma síncope ao ver o valor da conta a pagar. Era quatro vezes mais do que meu amigo havia me falado e com aquele valor dava para ter feito uma nova casa para eu habitar. Não me pareceu que todo aquele dinheiro havia sido empregado ali. Apavorado fui procurar meu amigo, que com aquela conversa mansa de sempre me disse para não me preocupar, que o dinheiro seria todo reembolsado por ocasião da festa e que eu iria ainda lucrar com aquilo. Que havia sido apenas um empréstimo. Fiquei desconfiado e resignado mas aceitei o argumento do meu amigo.
Finalmente chegou o grande dia da festa, que seria no jardim. Naquele dia meu amigo me chamou de lado e me disse que as pessoas que viriam eram muito importantes, muito elegantes e que eu era muito simples, não tinha roupas adequadas para a ocasião e que não me sentiria bem no meio deles. Disse que eu poderia ficar do lado de dentro da nova fachada e acompanhar a festa pela janela que com certeza eu iria me divertir muito mais. Concordei e assim foi. Fiquei ali na janela vendo aquelas pessoas chegando com seus carrões, estacionando na minha nova garagem(que eu nem sabia o que iria fazer com ela depois da festa), admirando a fonte luminosa, a piscina com cascata e as lindas flores exóticas. Também ouvi pessoas elogiando minha casa(só a fachada, claro, que era só o que eles conseguiam ver). A festa estava muito animada, pessoas bonitas dançando, comendo e bebendo do bom e do melhor. Tinha saquê, vinhos italianos, portugueses, argentinos e chilenos. Uísques de todas as idades com rótulos de todas as cores, muito champagne, chás e cerveja, muita cerveja, mas servidas em copos de plástico(não entendi bem isso). Ah, e uma coisa que todos queriam experimentar era a caipirinha. Comeram muito bem e exigiram também feijoada. Eram pessoas bem excêntricas mesmo.
Terminada a festa todos foram embora, inclusive o meu amigo que não me apresentou a ninguém e nem obrigado veio me falar. Fui dormir e na manhã seguinte fui até o jardim, olhei em volta e vi o que sobrou da festa para mim: um caminhão de sujeira para remover, um jardim pisoteado e uma sensação estranha de que algo estava errado. Imediatamente procurei o meu amigo e lhe perguntei onde estavam os benefícios da festa para mim, quando eu os veria? Ele simplesmente me disse que aquilo era tudo. Que agora eu podia falar pra todo mundo que realizei uma festa para tais e tais pessoas importantes em minha nova e linda casa e todos ficariam maravilhados. Que os jornais iriam noticiar como eu havia feito uma linda festa e como era lindo o meu jardim. Isso por si já era um grande benefício. Esse era o legado que a festa me deixaria. Mas e a conta, como fica? Perguntei. E ouvi dos lábios do meu amigo que a conta eu deveria pagar, afinal, minha casa estava linda, eu tinha o mais belo jardim do bairro, uma garagem enorme, todos os meus vizinhos iriam sentir inveja de mim e se eu gastasse mais um pouco poderia reformá-la por completo. Foi embora e me deixou falando sozinho.
Olhei para minha casa e senti raiva de mim. Agora eu tinha um jardim com flores exóticas, uma piscina com cascata e uma fonte luminosa que só me dariam despesas que eu não conseguiria arcar. Uma garagem enorme para vários carros e eu sem carro nenhum. Uma bela fachada mas que ao passar pela porta já sentia o fedor do meu banheiro entupido, via meu sofá rasgado, a cama quebrada, a sujeira das paredes da minha cozinha e as poças d'água formadas pelas enormes goteiras do meu telhado. Ah, que raiva de mim por ter concordado com a festa que nem mesmo participei, só vi pela janela e ainda fiquei com uma enorme conta para pagar e minha casa continuou precisando de uma reforma geral. Ah, como fui burro!
E o meu amigo? Esse se foi sem me dar nenhuma satisfação. 
Pois é. Sabe quem é esse amigo? O governo. Sabe o que é a minha casa? O Brasil. Sabe quem sou eu? O brasileiro. Sabe que festa é essa? A Copa do Mundo da Fifa. Sabe aquela janela? É a tv. Sabe pra quem foi a festa? Eu não sei, só sei que não foi pra mim. Foi pra você?

Esta parábola é um questionamento que eu acredito que todo brasileiro deveria fazer: a quem interessa essa Copa de 2014 no Brasil?

segunda-feira, 29 de abril de 2013

ÀS VEZES LEÃO, ÀS VEZES CORDEIRO: A AMBIGUIDADE DO POVO BRASILEIRO



O brasileiro tem a fama de ser um povo que passou e passa por muitas dificuldades, mas que não foge à luta. Um povo que trabalha muito para pagar as contas no fim do mês. Um povo que em sua maioria não tem uma casa decente para morar, nem uma escola decente para estudar, nem um transporte decente para se locomover, nem um salário compatível com suas despesas, mas que aceita sediar uma copa do mundo de futebol e satisfazer as exigências da FIFA quanto a construir novos e confortáveis estádios, mesmo em cidades que não tem tradição no futebol, nem grandes clubes e muito menos grandes torcidas para desfrutarem depois do evento que durará apenas um mês.  Bilhões serão gastos e milhões serão certamente desviados pela corrupção que assola nosso país, mesmo assim o brasileiro é um povo alegre, pacífico, ordeiro. 
O brasileiro não gosta de guerras. Rivalidade com outros países só no futebol, que aliás parece ser um dos únicos interesses reais deste povo além da luta diária pela sobrevivência. O brasileiro não tem inimigos externos, o maior inimigo do brasileiro é o próprio brasileiro. O brasileiro é um lutador por natureza, mas um lutador solitário, que luta individualmente pela sua sobrevivência, que não se alia, que não sabe se unir em prol de causas coletivas que lhe trariam também benefícios individuais, que não se organiza e por isso não tem força para vencer seu inimigo interno mais feroz, o corrupto.
O brasileiro, a exemplo do cordeiro, morre em silêncio. E vive em silêncio também. Cala-se diante de todos os desmandos de seus representantes oficiais, os políticos. Assiste a tudo sem contestar, sem protestar, sem reivindicar. O Brasil deixou de ser colônia para ser uma república. Passou pela ditadura de Getúlio, depois por um breve período de democracia, depois a ditadura militar e novamente voltou a democracia, tudo isso em pouco menos de um século. Muitas mudanças radicais no poder em pouco tempo, porém o povo brasileiro passou por tudo isso sem grandes mudanças comportamentais. Saiu um regime, entrou outro e o brasileiro continuou vivendo sua vida pacata, trabalhando como um leão e aceitando tudo como um cordeiro e parece que isso nunca irá mudar. Apenas umas poucas vozes quase solitárias ecoam, mas não se conseguem fazer ouvir pela grande massa. Estamos vivendo um momento muito conturbado no que diz respeito a segurança pública. A crescente onda de violência no país, principalmente com a participação de adolescentes menores de 18 anos, e portanto, protegidos por uma legislação paternalista e frouxa, tem incomodado quase todos os brasileiros, tanto que uma pesquisa recente indicou que 93% da população é a favor da diminuição da maioridade penal de 18 para 16 anos. Apesar de estar cansado de ver um menor com 16 anos que comete crimes hediondos e vai para a detenção rindo da cara da polícia e da sociedade por saber que a lei lhe dá o direito de se tornar bandido sem que seja punido como deveria, e que em pouquíssimo tempo estará nas ruas novamente cometendo os mesmos crimes ou ainda piores, o brasileiro mesmo assim aceita calado e espera por uma atitude de seus governantes, que não tomam nenhuma. Entra ano, sai ano, vem uma eleição após outra e os corruptos continuam no poder legislando em causa própria e engordando suas contas bancárias em paraísos fiscais e seu patrimônio em nome de laranjas. A maioria dos brasileiros nem se lembra em quem votou na esfera do legislativo estadual e federal, quanto mais saber se seus representantes estão ou não fazendo o que deveriam ou se estão envolvidos em maracutaias e corrupção. E assim a vida segue, geração após geração com o brasileiro trabalhando como um leão e aceitando tudo como um cordeiro. 

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

SEJA FELIZ EM 2013


Um novo ano começou. A vontade é de fazer tudo novo, mas não dá. A vida tem que continuar como sempre e a continuidade das coisas se faz necessária. Mas é possível renovar atitudes, comportamentos, pensamentos, conceitos. É possível despojar-nos das coisas que nos atrapalham, que nos puxam para baixo, que impedem o nosso desenvolvimento em todas as áreas da vida. Não há como agradar a todos nem como agradar a si mesmo o tempo todo, portanto, o ideal é encontrar o equilíbrio, ser mais tolerante como os outros e menos egoísta, jamais humilhar a ninguém nem deixar-nos humilhar. Quando certos, ser firmes, quando errados, reconhecer e desculpar-nos. Uma das maiores virtudes é saber ser rígido com os nossos princípios mas flexível com o restante. Não existe receita para ser feliz. Talvez porque a felicidade seja mutável e não seja feita sempre com os mesmos ingredientes. Ainda bem, porque nós também o somos. Nosso ser está em constante mudança durante nossa vida. A felicidade também é nômade e não adianta procurá-la num determinado lugar pois ela está sempre se movimentando, por isso é que a encontramos muitas vezes durante nossa existência. Que bom, porque assim faz com que nos movimentemos também enquanto a buscamos e durante a busca encontremos pessoas, lugares, coisas e acontecimentos que nos fazem sentir vivos. O homem que deixa de buscar a felicidade, deixa de viver. Isso foi propositalmente planejado por Deus, que é a fonte da verdadeira felicidade.
Que em 2013 você seja muito feliz!

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

O PRIVILÉGIO DE SER AVÔ E A RESPONSABILIDADE DE SER NETO


Neste último fim de semana prolongado viajei para conhecer meu primeiro neto, filho do meu primogênito, que mora a 700 Km de distância. Ele já está com quase 4 meses, mas só agora consegui ir vê-lo pessoalmente. Já o conhecia por fotos e pela webcam e já o amava desde antes de nascer, mas nada se compara à maravilhosa experiência de tê-lo nos braços, sentir seu cheirinho, fazê-lo dar um sorriso, ouvi-lo balbuciando, ouvir seu chorinho, ver suas reações diante dos acontecimentos à sua volta e principalmente tocar sua pele macia e sentir o calor do seu corpinho junto ao meu, parece que ali formou-se o elo de ligação entre nós. Foi emocionante ver todo o amor, carinho e cuidado que meu filho e minha nora dispensam à ele. Ele tornou-se o centro de suas vidas. Ver meu filho assim, tão envolvido com o seu filho me deu a deliciosa sensação de que, de certa forma, a minha vida está se renovando através deles. Ser pai foi a maior bênção que recebi de Deus para minha passagem por esta curta vida aqui e ao ser avô sinto que esta bênção está sendo prolongada. Ver o filho do meu filho foi indescritível e saber que em breve ouvirei de seus lábios o doce chamado de "vovô" será ainda mais incrível. Eu nunca tinha pensado nisso, até agora. Eu sabia que meus filhos um dia teriam os seus filhos e que estes seriam meus netos, uma consequência natural da vida, mas ao ver isso se materializar, se tornar real e palpável, com toda a carga emocional que isso envolve foi maravilhoso. Minha mente viaja e imagino muitas cenas de nós dois juntos num futuro próximo, ele me chamando de vovô e eu o abraçando e lhe dando lições de vida. Apesar da distância física que existe entre nós, farei de tudo para ser um vovô presente pois descobri que os avós são muito importantes em nossa vida. Na hora da despedida fiquei com uma sensação de tristeza por saber que ao voltar a vê-lo ele já estará diferente, mas meu conforto é que ele será sempre meu neto. Saber que ele está cercado de amor e carinho pelos avós maternos também me tranquiliza.
Ao sair para a viajem de volta passei pelo cemitério onde estão sepultados os meus avós, pais de minha mãe, com quem convivi muito pouco, pois morávamos igualmente longe. Eu já havia visitado os túmulos deles antes, mas dessa vez foi diferente. Parado ali, sozinho em frente aos túmulos, vendo suas fotos, emocionei-me e cheguei às lágrimas sem saber ao certo o motivo, talvez tenha sido a sensação de que eu poderia ter dado mais amor e atenção à eles. Quando criança, lembro-me que todos os anos, nas férias, íamos para o sítio deles e passávamos dias maravilhosos lá, comendo as delícias que minha avó preparava, principalmente no café da manhã, que era um verdadeiro banquete. Minha avó era uma mulher forte, que além de trabalhar na roça dava conta da casa e nunca a vi reclamar de nossa presença lá, apesar da bagunça que fazíamos. Meu avô era muito calmo e carinhoso. Lembro-me que ele tinha um chapéu que eu adorava e em todas as férias, quando lá chegava, uma das primeiras coisas que eu fazia era pegar o chapéu dele emprestado e ele se divertia com aquilo. Depois que cresci não os visitei muito e quando me mudei para perto deles meu avô já era falecido e minha avó faleceu dias depois. Aquilo me entristeceu muito. Ao menos tive a felicidade de morar mais perto dos meus avós paternos. Minha avó era uma mulher forte também, tanto que aos 90 e poucos anos ainda viajava longas distâncias de ônibus para visitar filhos e netos. Cozinhava maravilhosamente bem e ainda hoje o tempero do seu feijão tenta ser imitado, inclusive por mim, mas nunca igualado. Meu avô era bravo, de pouca conversa, mas lembro-me que quando eu era criança lambuzava seus sapatos com graxa e passava a escova e ele me dava um dinheirinho e eu ia correndo comprar sorvete. Às vezes ele levava os netos para seu sítio também.
Hoje estou tendo uma visão diferente da figura dos avós e sempre digo para meus filhos telefonarem para eles e dar-lhes atenção, mesmo morando longe. Erramos muito em não incluirmos os avós com parte de nossa vida porque eles se sentem parte dela, e na verdade o são. Muitas vezes erramos também como pais por não incluirmos os avós como parte da vida de nossos filhos. Não sei quantos netos terei, mas sei que já sou avô e quero muito fazer parte da vida do netinho que já tenho e dos que ainda poderão vir. Sou um avô diferente porque também estou tendo a felicidade de ser pai de uma bebezinha de 1 ano e 5 meses(www.princesamariaclara2011.blogspot.com) e essa convivência com ela tem me tornado muito mais sensível. Ser avô é um privilégio e ser neto tem uma grande responsabilidade, a responsabilidade de retribuir o amor que recebemos gratuitamente. 

sábado, 29 de setembro de 2012

ADEUS À HEBE, A INSUBSTITUÍVEL

O Brasil ficou mais pobre hoje. Não economicamente, porque a economia nunca esteve tão bem nesses últimos 83 anos em que aqui viveu Hebe Camargo e que morreu hoje. O Brasil e os brasileiros ficaram mais pobres em alegria. Ela morreu e com ela toda a sua energia, toda a sua vitalidade, toda a sua vivacidade, todo o seu carisma, toda a sua simpatia, toda a sua irreverência, todo o seu talento e toda a sua generosidade. Hebe é insubstituível. Jamais a televisão brasileira terá outra apresentadora que se fundirá com a história da própria televisão como ela. Hebe não faz parte da história, ela era a própria história. Eu não preciso recorrer a pesquisas para falar de Hebe Camargo porque desde que me conheço por gente sempre adorei ver televisão, e desde que me conheço por gente eu a via na televisão. Lembro-me dela nos anos 70 nas tardes de domingo, na tela de tv em preto e branco ainda. Ela, assim como a televisão evoluíram nesses anos. O amadurecimento fez com que ela deixasse de lado o medo de parecer ridícula para tornar-se a dama mais  brega e mais chique do Brasil. Ela ria e chorava com a mesma facilidade. Ria para alegrar seu público e chorava quando apresentava ao público coisas tristes que aconteciam. Tanto seu sorriso quanto suas lágrimas eram verdadeiros. Não há ninguém que não gostasse dela, tanto da classe artística quanto do povo, que ela tratava tão bem.
A morte de Hebe será sentida por um longo tempo ainda todas as vezes que uma tv for ligada neste país. Mesmo quem não assistia seus programas tinha um carinho por ela, pelo que ela representava para os brasileiros. Recentemente assisti sua estreia na Rede TV e me emocionei, mas não como das vezes anteriores. Foi uma emoção diferente porque ela estava vivendo um momento diferente, enfrentando um mal terrível que acabou por vencê-la. Mas ela jamais se abateu porque ela jamais se entregaria. Era uma lutadora e uma vencedora. No alto de seus mais de 80 anos ela foi à Disney e fez uma tremenda festa, parecia uma criança, o que eu acho que ela nunca deixou de ser mesmo. 
A televisão brasileira está perdendo suas referências. Chico Anysio, agora a Hebe. A televisão brasileira está dormindo e perdendo a oportunidade de homenagear em vida os seus grandes nomes. Não que eles precisem desse afago, claro que não, pois são muito superiores a isso, mas acredito ser uma obrigação realizar um tributo, pelo muito que contribuem para a família brasileira. Hebe se foi e a lacuna ficou. Neste mundo só teve lugar para uma Hebe Camargo e não será jamais preenchido. Suas gargalhadas e seus selinhos jamais serão esquecidos.
Hoje choramos por quem nos fez rir muito e sempre que nos lembrarmos de Hebe Camargo um sorriso irá brotar em nossa face.
Adeus Hebe, fique com Deus "gracinha"! 

terça-feira, 28 de agosto de 2012

PARA LULA, MENSALÃO E SACI PERERÊ ESTÃO NO MESMO PATAMAR

O Saci Pererê é um personagem do imaginário popular e faz parte da mitologia brasileira ao lado da Cuca, do Boitatá, do Curupira, da Mula Sem Cabeça, entre outros. São figuras lendárias que permeiam as histórias infantis que vem sendo contadas geração após geração e mantidas no nosso folclore desde os primórdios da civilização brasileira.
Ao que parece, mais um integrante está se juntando a esses personagens imaginários para fazer parte do folclore nacional, segundo o ex presidente Lula, em declaração à imprensa americana.
Veja abaixo um trecho extraído do site exame.abril.com.br de 27/08/2012:   

"Brasília - O jornal americano "The New York Times" publicou hoje na edição impressa uma reportagem sobre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o título "Ex-presidente brasileiro volta à linha de frente". Na entrevista, o petista disse acreditar que "o mensalão nunca existiu" e argumentou que seu governo não precisaria comprar votos em troca de apoio porque possuía maioria parlamentar no Congresso. Ele concluiu o assunto espinhoso afirmando que respeitará a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o assunto: "Caso alguém seja culpado, deverá ser punido e se alguém for inocente, deverá ser absolvido".

Para Lula o mensalão não existiu, tal como os personagens mitológicos acima citados. Foi inventado para tumultuar e desestabilizar o governo do PT. Porém nos folclóricos Saci Pererê e em seus    companheiros de histórias só quem acredita são as crianças, já no mensalão, depois de tantas provas apresentadas, só quem não acredita é o Lula. Lembro-me bem que em 2005 o então presidente se dizia decepcionado com José Dirceu e a situação em que ele colocara o governo, tanto que o substiuiu por Dilma(blog do Noblat, memórias do mensalão).
Ora, se o mensalão não existiu, todo esse processo que se arrasta há 8 anos e e que agora toma toda a energia e atenção do STF não passaria de um grande circo, o que não seria aceitável para uma nação da grandeza do Brasil. De acordo com tudo o que foi apurado pela Polícia Federal, de todas as denúncias de parlamentares envolvidos no esquema e de todas as provas colhidas não há dúvida de que o esquema do mensalão não se trata de um Saci Pererê como quer que acreditemos o ex presidente Lula. Esses personagens do folclore nacional assustam as criancinhas e divertem os adultos, já os personagens do mensalão assustam a todos, crianças e adultos e devem ser banidos do mundo político e encarcerados em celas nada confortáveis, que é o verdadeiro lugar de bandido, o que eles são realmente. Se Lula acredita ou não no mensalão é um coisa de foro íntimo que jamais saberemos de verdade, o fato é que ele deve se sentir muito aliviado por ter sido blindado e ficado de fora de toda essa sujeirada, mas querer convencer-nos de que não existiu, aí é uma falta de respeito com a nossa inteligência.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

DIÁLOGO ENTRE UM PAI E DEUS



-Olá Deus, estou aqui hoje para agradecer pelos filhos que me deste.
-Olá meu filho. Por que você está me agradecendo? Seus filhos o abandonaram e agora você está sozinho.
-Sabe Deus, mesmo estando só agora, valeu muito a pena ter tido meus filhos, cuidado deles, dado sustento, estudo, presentes, todo o meu amor e  carinho.
-Não estou entendendo você, meu filho. Ainda outro dia, numa de suas orações, reclamava pelo abandono dos filhos e agora me agradece por tê-lo presenteado com eles?
-Verdade Deus, reclamei mesmo, aquele dia estava me sentindo solitário, mas já passou, sempre passa. Um dia eles aparecem e estarei esperando com um grande sorriso.
-Mas por que acha que valeu a pena tê-los tido? Na verdade, você só teve a atenção deles quando ainda eram crianças. Eles o adoravam, achavam você o homem mais formidável do mundo e tudo girava em torno de você. Era o herói deles, falavam com orgulho de você, das coisas que fazia com eles e para eles. Cada "dia dos pais" era mais empolgante que o outro, sempre tinham alguma surpresa que te emocionava, lembra?
-Ah, sim, me lembro muito bem. Eu acordava no domingo do "dia dos pais" rodeado por eles com seus presentes e sorrisos, pulavam na minha cama e pediam para que eu tentasse adivinhar cada presente. E o café na cama então, que maravilha!
-Pois é, e hoje é "dia dos pais" e você não recebeu nenhum telefonema, nenhum e-mail, nenhuma carta, nenhum cartão e nenhum presente e ainda assim me agradece. Por quê?
-Ora Deus, os filhos que me presenteaste nunca foram meus, não eram propriedade minha. Eu cuidei deles como um jardineiro cuida das flores de um jardim, não para ele, mas para que embelezem o mundo, tornem a vida das pessoas mais feliz e meus filhos fazem exatamente isso.
-Sim, eles não são propriedade sua mas deveriam embelezar e tornar também a sua vida mais feliz, não acha?
-Eles já fizeram isso Deus. E ainda fazem, mesmo à distância, sem terem contato comigo. Só por eu ter tido a oportunidade de tê-los comigo quando crianças já foi suficiente. E hoje quando fico sabendo de suas conquistas e vitórias me sinto feliz e quando sei que estão com problemas, fico triste também, mesmo sem eles saberem. 
-É, você entendeu muito bem o que é ser pai. Ser pai é amar os filhos incondicionalmente, sem esperar nada em troca. É dar a própria vida por eles sem se preocupar se são merecedores ou não. É estar sempre de braços abertos para recebê-los mesmo depois de um longo período de ausência. Esse, meu filho, é o amor que eu tenho por você e por toda a humanidade. Feliz "dia dos pais!"

sexta-feira, 15 de junho de 2012

CORAÇÃO CORINTHIANO




Feliz é aquele que tem um coração corinthiano e mais feliz é quem tem alguém com um coração corinthiano, porque o coração corinthiano é o coração mais apaixonado dentre todos os corações. E vai além da paixão. O corinthiano ama intensamente, e como é comum aos amantes, sofre, chora, ri, esbraveja, canta, pula, contagia.

O corinthiano ama mais a sua mulher, seja esposa ou namorada;
O corinthiano ama mais os seus filhos, sejam sanguíneos ou adotivos;
O corinthiano ama mais a sua família, seja rica ou pobre;
O corinthiano ama mais os seus amigos, sejam brancos, negros ou coloridos;
O corinthiano ama mais o seu trabalho, seja ele o patrão ou o empregado;
O corinthiano ama mais o seu cargo, seja ele o executivo ou o operário;
O corinthiano ama mais o seu país, seja na crise ou na bonança;
O corinthiano ama mais os seus ídolos, estejam eles vivos ou mortos, gordos ou magros;
O corinthiano ama mais o seu time, esteja ele na segunda ou na primeira divisão;
O corinthiano ama mais a sua vida, seja ela abastada ou humilde;

Porque o amor do corinthiano é capaz de transformar tudo.
Transforma uma derrota numa lição e faz do derrotado um vencedor;
Transforma um rebaixamento num aprendizado e faz do rebaixado um campeão;
Transforma o descrédito numa volta por cima e faz do desacreditado um líder;
Transforma a incredulidade em fé e faz do incrédulo um sonhador!

Por tudo isso eu me orgulho em dizer: “doutor, eu não me engano, meu coração é corinthiano!”

sexta-feira, 11 de maio de 2012

DIA DAS MÃES: EU ACREDITO EM ANJO


Quando era pequeno minha mãe me ensinou uma oração para pedir proteção ao meu Anjo da Guarda. Diz assim: “Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador, que a Ti me confiou a piedade Divina; sempre me reges, me guardes, me governes, me ilumines. Amém.”
Eu não entendia muito bem o significado dessas palavras, mas fazia a oração, porque se minha mãe ensinou devia ter seu valor. Eu fui crescendo e aos poucos deixando de fazer a oração. Com o passar dos anos acabei me esquecendo dela. A vida tomou seu rumo e os ventos me levaram de um lado para outro. Trabalho, estudo, namoro, casamento, mais trabalho, filhos. Passou tão depressa que nem percebi, quando dei por mim meus filhos já estavam grandes, meu casamento acabara-se, não estudava mais, já havia trocado de emprego algumas vezes. Então percebi uma coisa interessante. Refletindo sobre minha vida, em tudo o que passei, percebi que aquele anjo ao qual eu fazia as orações quando criança nunca havia me abandonado. Em todos os momentos, fossem eles felizes ou tristes, mesmo à distância ele estava ali, comemorando comigo ou chorando comigo também. Quando eu precisava, era à ele que eu recorria e sempre tive seu amparo. Suas asas, qual asas de uma ave a proteger seus filhotes no ninho, nunca deixaram de me proteger. 
A vida é uma sucessão de acontecimentos que juntos vão escrevendo a nossa história. Há acontecimentos que nos fazem acreditar que não suportaremos de tão profundo que nos tocam, mexem com nosso eu e nos fazem sentir como uma pequena embarcação em meio a uma tempestade em alto mar. Mas como sempre depois de uma tempestade vem a calmaria, na vida não é diferente. Isso aprendi com os anos. O que pude perceber sempre que estive em meio a tempestades é que alguém sempre estava lá pra me ajudar a sair, é o meu anjo da guarda. A oração não tenho feito mais há muito tempo, mas sei que ela ficou gravada em meu coração. O anjo não está presente comigo sempre em pessoa, mas mesmo à distância vela por mim. É esse anjo que tem me dado conforto, segurança e força para sempre continuar em frente em meio às adversidades. E é ele quem comemora comigo quando tenho minhas vitórias, que são muitas também. Eu não tenho correspondido como ele merece, não converso tanto quanto deveria ou gostaria, tenho ficado tão envolvido com meus compromissos que acabo por esquecê-lo, mas sei que ele jamais me esquece e que está sempre intercedendo por mim junto ao Senhor. Sei que é e sempre será meu zeloso guardador. Esse anjo é a minha mãe! 

Publicado em 27/12/2008 no site Recanto das Letras

sexta-feira, 4 de maio de 2012

A VIOLA CALOU. MORREU TINOCO, O ÚLTIMO CAIPIRA

Neste 4 de maio a viola calou. Morreu José Perez, o Tinoco da dupla caipira mais famosa e querida do Brasil, Tonico e Tinoco. A dupla encantou com suas músicas tipicamente caipiras e suas letras carregadas de belas histórias. Tinoco foi o cantor que mais tempo atuou no Brasil, com 82 anos de carreira e 91 anos de idade. Tinoco era sem dúvida o último dos caipiras da música brasileira. Jamais se rendeu aos modismos e graças à ele e à grande batalhadora pela preservação da música caipira Inezita Barroso, a música caipira se mantém viva até hoje. Tinoco e seu irmão Tonico cantavam as canções que embalavam o povo da roça através dos rádios de pilha por esse imenso Brasil. Canções como Chico Mineiro, Paineira Velha, Tristeza do Jeca, Saudades do Matão, Cabocla Tereza entre tantas outras maravilhosas poesias sertanejas. Sem dúvida perdemos o último cantor genuinamente caipira. A cultura brasileira perde um ícone, mas seu legado ficará para as gerações futuras. Não conheceremos mais duplas caipiras, porque já não existem mais caipiras. A música sertaneja de hoje em nada se parece com as toadas que Tinoco cantava. Infelizmente nada dura para sempre.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

A TECLA DEL



No teclado onde escrevemos a história da vida não existe a tecla DEL.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

CACHOEIRA COM EFEITO CASCATA

A corrupção no Brasil, ao que parece, está longe de acabar. Todos os dias somos bombardeados por notícias em todas as mídias de esquemas de corrupção envolvendo empresários, políticos e servidores públicos. Até quando? Já não suportamos mais ver tanto dinheiro saindo do nosso bolso para pagamento de uma carga tributária altíssima para sustentar esses esquemas. Sim, porque no fim das contas quem banca esses vagabundos somos nós, os contribuintes. Cada real desviado para os bolsos e as contas nos paraísos fiscais desses salafrários é um real a menos aplicado em saúde, educação, infraestrutura, segurança, projetos sociais, etc. Nosso país é um dos maiores arrecadadores de impostos do mundo e o que dá um dos piores retornos à população, tudo isso porque tem que sustentar a corrupção que já está instituída e arraigada em qualquer tratativa entre o empresariado e o poder público, conduzida por políticos corruptos e facilitada por servidores ou pessoas investidas em cargos públicos igualmente corruptas.
O caso que atualmente está em evidência é o que envolve o "empresário" dos caça níqueis, vulgo "bicheiro" Carlinhos Cachoeira, que incrivelmente tinha as portas abertas em todos os níveis do poder, mandando e desmandando, contratando e demitindo, cobrando e pagando propinas e sustentando políticos de todas as maneiras. De vereadores a ministros, passando por prefeitos, governadores, deputados e senadores o tal Cachoeira tinha relações de conluio. Ao ser deflagrada pela Polícia Federal a operação Monte Carlo, descobriu-se que essa "Cachoeira" tem muita água suja rolando abaixo e provocando um verdadeiro efeito cascata em que muita gente grande irá se afogar se a coisa for levada a sério como deve. O primeiro nome que surgiu foi do Senador Demóstenes Torres, nada menos que o então Presidente do Conselho de Ética e Cidadania do Senado. Na operação nomeada de Saint Michel, que é um desdobramento da Monte Carlo, A PF encontrou, através de escutas telefônicas entre pessoas ligadas a Cachoeira e Demóstenes Torres, a empresa Delta Construção, responsável por várias obras públicas superfaturadas. Isso é apenas a ponta de um iceberg, tem muita sujeira para vir à tona. O pior de tudo foi ouvir um membro do Tribunal de Contas de um estado, em uma entrevista, agradecer a imprensa por descobrir e noticiar um esquema de superfaturamento em obras públicas. Onde é que nós estamos? "Que país é esse" onde um tribunal de contas cuja função é exatamente fiscalizar a conduta do poder público necessita ser informado pela mídia de que coisas erradas estão acontecendo? Na mão de quem nós estamos? Quem tomará conta dos nossos impostos? A imprensa? Não pode ser. O Brasil é uma potência mundial emergente, mas só emergirá quando as correntes que o prendem a âncora da corrupção forem cortadas definitivamente. 
Estamos cansados de tanta corrupção sem punição. Quem sabe se mudassem as leis e passassem a considerar os crimes de colarinho branco hediondos e com penas igualmente equivalentes teríamos menos corruptos e mais verbas para serem aplicadas onde realmente tem que ser. Mas, a quem interessa isso? Somente a nós, o povo. Ah, o povo, tão procurado e valorizado em tempos de eleições e tão esquecido e desprezado em seus intervalos. Mas se cada cidadão acompanhar os seus eleitos através das redes sociais e dos sites individuais, dos partidos ou dos órgãos e cobrar atitudes as coisas podem sim mudar. Acompanhe através do twitter, do facebook, do site pessoal, do site do partido, da câmara de vereadores, da prefeitura, da assembleia legislativa, da câmara dos deputados, do senado federal e da presidência da república. O povo nunca esteve tão perto do poder como agora, então vamos fazer-nos ouvir. O Brasil tem jeito!

segunda-feira, 9 de abril de 2012

ENQUANTO É TEMPO


Enquanto é tempo, ame!
Poderá chegar o dia em que irá querer amar e não mais poderá pelo endurecimento do teu coração.

Enquanto é tempo, apaixone-se!
Poderá chegar o dia em que irá querer uma paixão e não mais poderá pela ridicularização dos teus sentimentos.

Enquanto é tempo, declare-se!
Poderá chegar o dia em que irá querer declarar-se e não mais terá oportunidade.

Enquanto é tempo, sorria!
Poderá chegar o dia em que irá querer sorrir e não mais terá motivos.

Enquanto é tempo, abrace!
Poderá chegar o dia em que irá querer abraçar e não mais terá a quem.

Enquanto é tempo, cante!
Poderá chegar o dia em que irá querer cantar e não mais terá voz.

Enquanto é tempo, ouça!
Poderá chegar o dia em que irá querer ouvir e não mais terá ninguém para te falar.

Enquanto é tempo, fale!
Poderá chegar o dia em que irá querer falar e não mais terá ninguém para te ouvir.

Enquanto é tempo, doe!
Poderá chegar o dia em que irá querer ser doador e não mais terá o que doar.

Enquanto é tempo, perdoe!
Poderá chegar o dia em que irá querer perdoar e não mais terá pedidos de perdão para atender.


Enquanto é tempo, peça perdão!
Poderá chegar o dia em que irá querer pedir perdão e o ofendido já não mais esteja presente.

Enquanto é tempo, viaje!
Poderá chegar o dia em que irá querer viajar e não mais terá como ir.

Enquanto é tempo, trabalhe!
Poderá chegar o dia em que irá querer trabalhar e não mais terá forças para fazê-lo.

Enquanto é tempo, ajude!
Poderá chegar o dia em que irá querer ajudar e não mais terá como e quem precisará de ajuda será você.

Enquanto é tempo, caminhe, corra!
Poderá chegar o dia em que irá querer caminhar ou correr e tuas pernas não mais te poderão levar.

Enquanto é tempo, tenha filhos!
Poderá chegar o dia em que irá querer tê-los e não mais poderá pelo peso dos teus anos.

Enquanto é tempo, viva!
Certamente chegará o dia em que irá querer viver e a morte não mais lhe permitirá!

segunda-feira, 26 de março de 2012

CHICO ANYSIO: 209 FACES, UM SÓ CARÁTER

Neste dia 23 de março de 2012 nós, brasileiros, perdemos o gênio do humor Chico Anysio. Francisco Anysio de Oliveira Paula Filho nasceu em 12 de abril de 1931, na cidade de Maranguape-CE, a qual ele sempre fez questão de mencionar e de quem é o filho mais ilustre. Aprendi a gostar de Chico Anysio com meu saudoso pai, que era seu fã. Lembro-me de quando era criança nos anos 70, minha família se reunia diante de um televisor Telefunken preto e branco e assistíamos religiosamente toda semana o programa Chico City e nos deleitávamos com todos os personagens vividos pelo Chico. Pantaleão, Bozó, Coalhada, Painho, Canavieira, Azambuja, Véio Zuza, só pra citar alguns, pois foram 209, e todos com identidade própria, cada um com uma voz característica. Eram tão diferentes um do outro e tão perfeitamente interpretados que era difícil acreditar que todos eram o mesmo intérprete, tamanha a genialidade dele. Os anos se passaram e outros programas vieram, como Chico Total, Chico Anysio Show e a eterna Escolinha do Professor Raimundo. Chico era muito versátil. Escreveu livros, trabalhou no rádio, no cinema e na televisão. Fazia comédia stand up muito antes de virar moda no Brasil, atuava, produzia e dirigia. Era um artista completo, mas sua grande vocação era mesmo fazer rir. Com uma inteligência privilegiada, abordava os temas do momento, fossem eles políticos, religiosos, ou sociais sem perder a piada. Era muito generoso também e de grande caráter. A Escolinha do Professor Raimundo foi um quadro criado por ele e seu formato foi exibido em vários programas humorísticos por mais de 38 anos e em 1990 tornou-se um programa que foi exibido pela Rede Globo até 2001, com algumas interrupções. Era um programa de grande audiência e que servia tanto para revelar novos e grandes talentos(como Tom Cavalcanti e Pedro Bismark, entre outros) como para manter em atividade grandes comediantes do passado que perderam espaço na televisão(como Walter D'Ávila, Zezé Macedo, Brandão Filho, entre outros), graças à generosidade de Chico Anysio. Cresci assistindo Chico Anysio e ainda assisto no canal Viva que a Rede Globo mantém na tv fechada. É impressionante como o humor do Chico não tem época, está sempre atualizado. Com sua morte fica uma lacuna no humorismo brasileiro que tão cedo não será preenchida. Ele foi o maior de todos, não para ele, que era um grande fã de Oscarito e Grande Otelo, e como ele mesmo dizia, "eu nunca serei tão engraçado quanto eles", por isso criou tantos persnonagens e aí se tornou o maior. Agora começam as homenagens póstumas, reprises de programas, de entrevistas, trechos de apresentações, mas ele merecia uma homenagem em vida, nos moldes da que teve Roberto Gómez Bolaños, o Chespirito ou Chaves, feito pela tv mexicana Televisa. Uma linda homenagem, digna do grande artista que ele foi. Infelizmente no Brasil os grandes só são lembrados depois de mortos. Foi assim com Chico Anysio e provavelmente será assim com o Rei Roberto Carlos, nosso cantor maior, com o Rei Pelé, o atleta do século XX e maior jogador de futebol de todos os tempos, com Hebe Camargo, a nossa grande dama da televisão, com Silvio Santos, o maior comunicador deste país. Ser reconhecido em vida pelo trabalho que realizou é o maior presente que alguém pode receber. Chico Anysio se foi, mas vai permanecer para sempre através dos seus personagens inesquecíveis.


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terça-feira, 20 de março de 2012

VOCÊ ENTENDE DEUS?

Ao ver tantas pessoas sofrendo, tanta desigualdade entre os seres humanos que têm a mesma origem, afinal, todos fomos criados à imagem e semelhança de Deus(Gênesis 1:26), eu pergunto: você entende Deus? A bíblia nos diz que Ele é pai de todos nós(Efésios 4:6), então por que tantas diferenças? Por que uns tem tanto e outros menos, e outros menos ainda, e tem aqueles que realmente não tem nada? O que mais me choca é o sofrimento de crianças, esses seres indefesos, que nada podem fazer por si, ficando na total dependência de alguém. Se uma criança saudável quando não tem os cuidados necessários acaba morrendo, o que dizer de uma criança doente? Ao ver uma criança com uma terrível doença, muitas vezes sem cura, a primeira pergunta que me vem à cabeça é: por que Deus? Se é pai, como pode deixar que isso aconteça?
O mais intrigante é que justamente aquelas pessoas que não tem nada ou tem muito pouco e aqueles pais cujos filhos são acometidos por terríveis males é que mais se voltam para Deus e dão graças à Ele. Como pode?
Como pai eu sempre procurei fazer o melhor para meus filhos, principalmente quando crianças. Todos os cuidados, todo o carinho e atenção, tudo para que nada lhes faltasse. Mesmo assim, sinto que dei e ainda dou pouco à eles, porém, quando olho em volta, percebo o quanto eles tem em relação a outros. Mas por que eu faço isso por eles? A resposta é simples, porque eu os amo. E por que eu os amo? Porque são meus filhos, gerados de mim ou adotados por mim, são muito próximos de mim e por isso eu os amo e faço tudo por eles. É muito fácil amar um filho quando ainda é um bebê. É muito fácil amar um filho quando ainda é uma criança. É muito fácil amar um filho adolescente obediente. É muito fácil amar um filho adulto que segue os nossos ensinamentos. Porém, não é tão fácil amar um filho que se rebela, que se revolta contra seus pais, que dá as costas, que os abandona, que se desvia dos caminhos a ele mostrados, que se envolve com pessoas ruins e tem uma conduta contrária aos princípios que os pais tanto preservam, mas pais de verdade os amam da mesma maneira. Que amor é esse? De onde ele vem? Quando penso nisso, então começo a entender Deus. Quem ama de verdade não espera retorno, não cobra contra partida, simplesmente ama porque tem amor para dar(I Coríntios 13). Pessoas que têm pouco ou nada, pais com filhos doentes ou que morrem encontram conforto no amor de Deus, porque é exatamente esse tipo de amor que Ele tem por nós. Ele não espera nada, não cobra nada, não negocia nada, simplesmente nos ama e quer que o amemos, não para recebermos o seu amor, mas porque quando o amamos somos felizes em tudo, tendo muito, pouco ou nada, estando sãos ou doentes, recebendo muitas dádivas ou não. Quando nos deparamos com tanta desigualdade entre os seres humanos, filhos do mesmo pai, percebemos que o problema não está em Deus, mas em nós. Alguns recebem muito, outros menos e outros nada. Por que será? Algum ser humano precisa de 74 bilhões de dólares* para viver uma vida de no máximo, 80, 90 anos? Você realmente precisa de tudo o que possui? Deus poderia resolver todos os problemas da humanidade, mas preferiu deixar que nós enxergássemos o nosso próximo e tivéssemos o mesmo amor que temos para com nossos filhos e nós mesmos(Lucas 10:27). "O egoísmo escraviza, o amor liberta". É uma frase forte, que leva à reflexão. Quando pensarmos que Deus é injusto, devemos pensar primeiro na grande oportunidade que Ele nos dá de conhecer o seu amor, demonstrando amor aos nossos semelhantes. 



















Demonstre todo o seu amor. Clique aqui e saiba como.


"O verdadeiro amor nunca se desgasta, quanto mais se dá mais se tem." 
Antoine de Saint-Exupéry 

(*)Valor estimado da fortuna do homem mais rico do mundo, o mexicano Carlos Slim Helu, segundo a revista americana Forbes.     

sexta-feira, 16 de março de 2012

O QUE TE IMPEDE DE SER FELIZ?

Hoje recebi este e-mail com a história de Ana Luiza e não pude conter as lágrimas. Pensei em meus 3 filhos, homens já. Pensei também na minha pequena Maria Clara(www.princesamariaclara2011.blogspot.com)  de apenas 9 meses. Nesse momento, elevei uma oração à Deus agradecendo por meus filhos nunca terem sofrido nenhum problema grave de saúde e pedi para que Ele poupe minha pequena também e conforte o coração dos pais de Ana Luiza. Como pai, sei que só Deus tem o bálsamo para minimizar a dor e sarar as nossas feridas.


"É tão fácil reclamar da rotina. Eu que o diga. Depois de 1 mês de internacao, nao aguentava mais o cheiro do pao de queijo da lanchonete do hospital, minhas costas gritavam de dor por causa do sofá (que usava como cama) e a rotina desgastante do tratamento me impedia de dormir por mais de 3 horas ininterruptas. Durante a madrugada, toda hora entrava uma enfermeira no quarto, tinha um remédio pra dar, levá-la ao banheiro arrastando um suporte de soro, quantificar a urina...

Enquanto eu me lamentava, lá estava Ana Luiza... rindo! Enfrentou uma barra pesadíssima, passou por circunstâncias que você só imagina em filmes de terror e estava lá... rindo pela centésima vez do Robin Rotten, o vilão de Lazy Town.  Se pra mim a rotina era ruim, pra ela deveria ser péssima, mas nada deveria nos impedir de sorrir. Quer dizer, de dar gargalhada.  Era exatamente isso que ela fazia.

Sabe que muitas vezes a escolha de resmungar e reclamar da vida é sempre mais fácil, porque quando a raiva vem, queremos logo falar e botar tudo pra fora, aprender a viver é difícil, mas não impossível, assim como a cura dessa pequena menininha chamada Ana Luiza, quando vejo que tem tanta gente que passa por situações muito mais complicadas que as minha eu penso que não sou nada mesmo, e de nada vale a vida se eu não fizer escolhas certas, escolhas que mudaram toda a minha vida que hoje eu vivo e que ainda viverei...
Qual tem sido a sua escolha? Qual tem sido o seu papel na vida das pessoas?
Será que ser quem é para sempre vai te levar a algum lugar na vida?
Porque ignorar que Deus nos deu o dom de vivermos cheios do seu amor e compaixão, ajudando as pessoas e nao só pensando em nós mesmos? Porque somos tão rígidos quando precisamos mudar?
Saiba que as suas escolhas hoje só vão refletir no seu amanhã.
Será que está preparado para uma vida satisfatória?"


Qual tem sido o seu papel na vida das pessoas?
É isso que vai fazer TODA a diferença...
Pense Nisso! 
Julho/2010 Vida normal 
Julho/2010 - Aniversário 7 anos
Nov/2010 - 3º Ciclo de quimio
Out/2010 2º Ciclo de quimio

Nov/ 2010 - Aguardando alta 
Jan/2011-Aguardando indução anestésica
29/Dez/2010 em BH


16/Dez/2010 Recuperando dos efeitos da quimio 


18/Dez- Aguardando na indução anestésica
18/Jan/2011-Após cirurgia apenas 12h na UTI
20/Jan/2011- Saboreando sorvete napolitano
Fev/2011 Após implante de cateter para 
coleta de células tronco
Fev/2011 Cateter para coleta de células tronco
Fev/2011 - Alta após colocação do cateter
Fev/2011 Coleta de células tronco
Fev/2011 Antes da cintilografia óssea pré transplante
Fev/2011 Fazendo graça com coletor de vômitos na TMO
Março/2011 Voltando a sorrir graças a Polvina D





Março/2011 Feliz da vida fora da UTI
Abril/2011 Dia da alta após 47 dias internada
















Abril/2011 Guerreira assim só podia ser corinthiana



























Procurei conhecer mais da história de Ana Luiza e encontrei o blog criado por sua mãe, Carol, o VidAnormal(www.vidanormal.blogspot.com), onde ela narra os detalhes de todo o processo da tentativa de cura da pequena, que infelizmente faleceu em 08 de julho de 2011, além de expor suas angústias e indignações com o sistema de saúde brasileiro. Enquanto gastam-se milhões construindo estádios de futebol em vez de hospitais, enquanto o congresso e o governo discutem se liberam ou não bebida alcoólica nos estádios, empresários e servidores corruptos desviam milhões de reais destinados à saúde e pessoas morrem sem o devido atendimento. Conheça mais dessa história e veja qual é a sua posição em relação à sua vida e a das pessoas que te cercam. Você faz diferença para alguém?

Você pode fazer a diferença. Clique aqui e saiba como

"A vida é simples, até as coisas complicarem. A vida é bela, até algo feio surgir. Enfim, a vida é normal, até algo absurdamente inesperado acontecer."
Carol Coelho Varella - Blog VidAnormal